quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Os meus Favoritos do Mês

Sobre a vida e para a vida:

"Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas"- As vantagens de ser invísivel. 

"Tudo é considerado impossível até acontecer"- Nelson Mandela. 

Livro:

"Querida Ijwealle", de Chimamanda Ngozie Adichie




Neste livro, a autora disponibiliza-nos dicas que deu a uma amiga sua perante a incontornável questão que a preocupava: como educar e preparar o seu bebé para o conceito do feminismo. Um tema corrente nos dias de hoje e do qual é imprescendível saber o que é, como atua e quais são os seus objetivos.
Após a leitura, reparei que a escritora aborda este assunto de forma bastante direta, simples e objetiva. Através de uma carta responde da melhor forma que consegue tendo como objetivo ajudar a compreender esta forma que visa a igualdade de género e procura o reconhecimento do estatuto da mulher na sociedade em que hoje vivemos.


Estas pequenas melodias cheias de talento:





O cinema deste mês:

 Mamma Mia: "Here we go again"

Adorei ver este filme. Um dos melhores clássicos que alguma vez vi.
Esta obra cinematográfica volta ao passado da vida da Donna Sheeridan e conta-nos como eram antes os seus dias com as suas melhores amigas e de como aconteceu envolver-se com três rapazes e consequentemente ficar grávida sem saber quem era o pai. Mostra-nos também a maneira como ela deu sempre a volta aos seus problemas e de como era portadora de um espírito que contagiava as pessoas ao seu lado.

"Incríveis 2"

Neste segundo filme, é a vez da troca de funções do casal incrível. Chegou a hora da mulher elástica brilhar, descontrair, salvar cidadãos e do senhor incrível exprimentar a parte mais difícil - a de criar os seus três filhos: violeta, flecha e o zezé. Um desafio á altura dos super-heróis papás com surpresas pelo meio.
Gostei muito desta animação bastante divertida.

Série:

"Friends"

Uma série já com uns bons aninhos mas que nunca é tarde para acompanhar. Confesso que estou a gostar mais desta série do que estava á espera. Os protagonistas, o lado comediante encolvido com o dia a dia mostra-nos como nem tudo tem, nem deve ser levado a sério. Ás vezes uma boa gargalhada é a diferença entre um dia bom e um dia mau. Quem nunca viu esta série? Para os que já conhecem qual é o episódio que mais gostaram?

terça-feira, 23 de outubro de 2018

"Comer, orar, amar", de Elizabeth Gilbert | Livros

Sinopse:

"Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua autoironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.

Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha."




Opinião:

Há livros que nos contam aventuras, paixões e encontros, mas também há outros livros que nos fazem viver a aventura em consonância com cada palavra. Bem juntinho, conseguimos sentir as dores, os amores, as vivências em conjunto com o/a autor(a). Este livro traz-nos isso e muito mais. Neste caso irradia-nos de prazer pela comida (de Itália), de nos encontrarmos através da oração (na Índia) e na última etapa, redescobrir o amor (na Indonésia).


Este livro trata-se de uma pequena biografia de igualmente uma pequena parte da vida da autora, Elizabeth Gilbert, que muda radicalmente a sua vida. As mudanças podem ser assustadoras e uma parte das vezes preferimos aceitar as condições em que nos encontrámos porque desse modo elas nos são mais confortáveis e não implicam perigos (pensámos nós) em vez de optarmos por transformarmos inteiramente com o que não nos sentimos bem na nossa própria vida.

É mais difícil adiar constantemente as modificações das quais precisámos do que alterarmos logo o que nos deixa infelizes. Foi assim que a sua vida mudou. E se me permitem dizer, mudou para muito melhor. O medo só nos prende até certo ponto, até não o enfrentarmos e pensarmos no que realmente temos a perder e no que podemos vir a ganhar.

Viajou da América para Itália. Lá encontrou o grande prazer na comida. Refugiou-se em tentar esquecer os seus problemas e aproveitar o melhor que este país tem para oferecer. Aprendeu ainda a falar um pouco de italiano com a ajuda de um amigo em especial que lá fez. Juntos ensinaram e aprenderam um com o outro. O poder da amizade é mágico e é incrível como consegue unir pessoas á partida diferentes (origem, cultura, língua, perspetivas) mas com bons corações.

Da Itália rendeu-se espiritualmente á prática religiosa do ashram da Índia. Neste local aprendeu a disciplina e de como os erros são naturais. Fez ainda mais amigos, rezou, cantou, chorou e sorriu. Concentrou-se nos hábitos de meditação das pessoas locais e elas ensinaram-lhe o seu poder: mente e corpo tranquilo, sossegado. Todavia também tinham pessoas vindas de terras diferentes e cada uma que partilhou com ela esta experiência marcou-lhe com o melhor que podiam dar: alegrias, poesia.

Depois de partir da Índia foi de avião até à Indonésia. Neste lugar, fortaleceu as suas orações e práticas meditativas. Dançou e ensinou inglês. Embora, desejasse aprender também esta língua sentiu que o seu cérebro não conseguia se tentasse aprender. Já estava ocupado a tentar aprofundar as suas capacidades no italiano e no indiano. Foi aqui que também descobriu o verdadeiro significado da palavra amor. Ele que a amava e ela que o amava em igual medida. O seu medo em voltar-se a magoar foi curado porque ela também assim acabou por deixar.

"O amor que move o Sol e as outras estrelas."

Gostei bastante da escrita da autora e da própria forma como ela conta todas as aventuras que experienciou. Já tinha visto o filme antes de comprar o livro, todavia queria saber mais, viver mais com a escritora e ainda bem que assim o fiz. O livro acresenta-nos sempre mais alguma coisa e revela-nos algo que escapa no filme. Pormenores que fazem a diferença na vida de um leitor e sonhador.

Quem já leu este livro ou viu o filme? O que acharam e principalmente o que aprenderam e sentiram?

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Procurar o sentido para a vida

Nem sempre é fácil mantermo-nos no mesmo rumo. Ir sempre para a esquerda, por mais que tropecemos. Ir sempre para a direita e dar voltas constantes ás rotundas da vida. Ir sempre para trás e rever vezes sem conta as memórias do passado. Ir sempre para a frente, recuperar a força gasta de ontem e sorrir para o novo amanhã.

Fotografia da minha autoria - sentido da vida

Cada um de nós, precisa de conseguir equilibrar tudo o que sentimos com tudo aquilo que as pessoas que se encontram ao nosso redor nos fazem sentir. Necessitámos de encontrar um ponto onde as rodas gigantes parem de testar quem é a melhor. Ou, por outras palavras, qual delas nos conseguem atrofiar: sentir bem e mal quase no mesmo instante.

Há que saber procurar o sentido para a vida. Aquela essência que nos faz crescer, compreender, encorajar, desafiar, ambicionar, aprender, tombar, levantar, lutar, ganhar, abraçar, sorrir e amar. A coerência da ligação entre a pessoa que fomos, que somos e que num outro dia viremos a ser, num amanhã próximo. Perto ao ponto de agarrar, mas longe de trapacear.

Talvez, para mim o sentido para a vida seja amar muito. Proteger, cultivar e semear. Solidificar, enfrentar e amar. Sacrificar, ajudar e amparar. Suster o respiro e contemplar o poder que entra dentro de mim.

E tu? Já procuras-te o teu sentido para a vida?

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Bootcamp: mais do que uma aprendizagem, um crescimento

Queridos leitores, na última semana tive a oportunidade de ingressar num "bootcamp" em Aveiro. Para quem desconhece a palavra "bootcamp", significa basicamente um programa de desenvolvimento de aprendizagens de forma intensiva. Todavia, para mim significa muito mais. Significa criação, crescimento, confiança, coragem, perseverança e união.



Durante esta jornada aprendi muito sobre empreendedorismo e de como esta palavra é muito mais do que aquilo que inicialmente representa. É também uma forma de se estar na vida. Nem todos os indivíduos têm perfil para serem empreendedores dado que é necessário nascer com garra, ser trabalhador e persistir bastante para se conseguir alcançar os objetivos que queremos.
Por outras palavras, é um estado de espírito. E foi este mesmo espírito que me fez dizer sim a esta viagem e a querer participar de forma entusiástica nesta fantástica iniciativa por parte da rede scientae e pela Adritem. Assim estas duas grandes vontades de criar e ajudar mantiveram-me cativa e ciente de como se consegue tudo o que mais ambicionarmos basta saber esperar, planear bem, ter ambição e lutar pelos nossos sonhos e projetos.

Lugares que visitei: 

Vale de Cambra: 


Arouca:


Santa Maria da Feira:


Espinho:


Gaia:


Claro que, estas terras acrescentaram-me muito mais do que aquilo que eu poderia oferecer. Além do mais, poder explorar estas cidades com um grupo e organização maravilhosa desenvolveu um resultado inesquecível.
Juntaram universidades de cidades diferentes e a aventura que partilhámos é daquelas memórias que guardámos por toda a vida. Poder partilhar bons lugares com boas pessoas é algo que nos preenche a alma. E a ligação que se cria e que fica é nada menos do que a amizade, o companheirismo, a confiança, a lealdade e a união.




Uma mensagem de uma pequena e nova "bootcamper":

Não se aprisionem na vossa zona confortável, não se limitem com o pouco conhecimento que já dispõem, aprendam muito mais. A sabedoria é o segredo do sucesso e a amizade é o segredo da vida. Partilhem portanto estas duas chaves secretas. Arrisquem, digam que sim, conversem, dêem-se a conhecer e conheçam muito mais do que aquilo que vos é apresentado. Tenham força de vontade, resiliência e garra.
Abraçem este mundo e o outro, sejam curiosos. Explorem, questionem-se e procurem compreenderem.

Para finalizar, quero agradecer  a todas as pessoas fantásticas que viveram comigo esta experiência e um obrigada maior ás pessoas que carregam com elas a vontade de criar e mudar o mundo para melhor. Um até breve de uma "bootcamper" muito feliz!






quinta-feira, 4 de outubro de 2018

BEM-VINDO OUTUBRO!

OUTUBRO, 


Há pessoas que nos dizem tanto através de tão pouco. Desse tão pouco que significa muito. Neste mês espero dar e receber mais abraços, contribuir para a melodia das gargalhadas à minha volta e experienciar oportunidades incrivéis. De igual forma, penso estar á altura de dar um pouco mais de mim aos outros, aos que precisam de uma mão ou de um ombro; de uma palavra ou de um ouvido. Acredito, que a vida ainda está muito longe de acabar. O amor é tão grande que chega para este mundo e para o outro. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Os meus Favoritos do Mês



Sobre a vida e para a vida:

"Sobre o vasto continente da vida de uma mulher, cai a sombra de uma espada", de Virginia Woolf.


"Penso que não há nada mais artístico do que amar verdadeiramente as pessoas", de Van Gogh.

Livro:


"Gravar as marcas", de Veronica Roth

"Na sobrevivência, não há lugar para a honra"

Duas nações divididas em dois povos: Thuvhe e Shotet. Uma trata-se de um povo governado por um rapaz maldoso e insasiável de sede de controlo. Outra, é uma cidade fria mas portadora de um coração quente. Embora sejam duas galáxias separadas pela mágoa são também duas nações separadas pelo veneno do próprio passado. Akos e Cyra são duas personagens que aprendem ao longo da narrativa a conviver um com o outro apesar das suas origens e diferenças.
Esta obra, revela-nos o poder da amizade, o poder do amor, o poder da dor e do perdão.

Estas pequenas melodias cheias de talento:





O cinema deste mês:

"A sociedade literária da tarte de casca de batata" ou "Guernsey"


Há muita pouca coisa que a guerra nos deixa e um livro nas mãos de um leitor é um mundo vasto de sonhos e esperança. A pobreza e a escassez de bens andam de mãos dadas após a segunda guerra mundial. O homem de sorte que encontrou o livro decide escrever uma carta à escritora da obra. Esta em resposta decide fazer as malas e embarcar nesta nova aventura e potencial nova história, em Guersney. Uma ilha fascinante mas também marcada pelas cicatrizes do passado.

"Jogo da apanhada" ou "Tag"


Cinco grandes amigos, durante a sua juventude criaram um jogo que se prolongou no tempo e que jogam uma vez por ano no decorrer do mês de maio. Este jogo consiste em apanharem-se um aos outros mas nem sempre é assim tão fácil dado que há um jogador que ainda não foi apanhado uma única vez. Será que vão conseguir ser bem sucedidos desta vez? Com a idade realmente vem a maturidade? E a experiência que têm será que já é suficiente?

"O mistério da casa do relógio" ou "The house with a clock in it´s walls"


Um menino chamado Lewis de apenas dez anos perde ambos os seus pais num acidente rodoviário. Desta forma o seu tio Jonathan embora seja afastado por motivos familiares decide ficar com a guarda da criança. Apesar de achar que não tem muito jeito para tomar conta dele, dá o seu melhor. Todavia mora numa casa onde o mistério impera, os segredos vão sendo revelados e a magia espalha-se, dando conta do resto.


Partilhem o que fizeram no decorrer deste mês: que livros leram, que aventuras percorreram e os filmes que viram!



segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A tua insegurança pode ser a mesma que a de um outro alguém


Bem neste artigo, posso mesmo desafiar que quem nunca se sentiu menos confiante ou com dúvidas sobre um determinado aspeto pessoal pode consequentemente atirar a primeira pedra. Suponho, que a maior parte da sociedade já sentiu na pele inseguranças advindas de tempos passados ou até de receios que estejam a ocorrer pela primeira vez e vos seja uma sensação estranha.

A meu ver, as inseguranças são percecionadas e deste modo identificadas pela nossa capacidade de auto avaliarmos as nossas falhas ou erros das mais variadas formas. Essa mesma imperfeição suscita dúvidas que se transformam em vulnerabilidades. E esta última palavra que eu escrevi causa em alguns indivíduos algum transtorno e preocupação. E é aqui eu entro. Eu também tenho defeitos e fendas das quais tento ao máximo esconder até a uma dada altura este meu comportamento deixar de me fazer sentido. Quando te perguntam o que gostas em ti e aquilo que menos gostas, todas as respostas são válidas. Quando te questionam quais são as tuas preocupações com o mundo, o que mudavas se tivesses o poder para o melhorar ou qual é o teu maior medo, todos os potenciais resultados são igualmente notáveis.

Certamente que, os teus pesadelos, os teus mais profundos medos são algo que só a ti te diz respeito e que eles podem inclusive ter uma justificação para tal o serem apesar de serem capazes de te serem também desconhecidas as suas origens ou fundamentações. Penso que a nossa melhor arma contra as nossas inquietações se encontra no quão bem te conheces. Todavia, para algumas inexatidões possam não haver de imediato uma justificação acredito vivamente que elas existam. Afinal de contas, tudo tem uma razão para ser do jeito que são e da qual nós, seres vivos não somos exceção.

O fato de partilharmos a terra onde vivemos com milhões de outros seres significa que pode também haver uma pessoa, pelo menos, com a mesma insegurança que tu. Por isso, não te sintas menos confiante quando pões à prova os teus medos porque alguém do outro lado do mundo pode já os ter feito e agora é a tua vez de os aceitares que também tens e não existe mal nenhum com isso.
Não tem de haver espaço para te criticares por seres quem és, bem pelo contrário, existe um largo espaço para respirares, confiares em ti e gostares de ti tal como tu és. Com mais defeitos, menos defeitos, mais imperfeita do que perfeita. Valoriza a tua história, a tua identidade e lembra-te que a(s) tua(s) insegurança(s) pode(m) ser a(s) mesma(s) que um outro alguém.

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