sábado, 23 de janeiro de 2021

O Voluntário de Jack Fairweather | Livros

 Sinopse:


"Verão de 1940: Witold Pilecki, um polaco combatente da Resistência, aceitou a missão audaciosa de descobrir o destino de milhares de detidos num novo campo de concentração, de denunciar os crimes nazis e de criar uma rede de resistência para levar a cabo uma revolta. O nome do campo era Auschwitz.


Nos dois anos e meio seguintes, Witold forjou um exército clandestino que sabotou instalações, eliminou informadores e oficiais nazis e reuniu provas terríveis das atrocidades e assassínios em massa.


Ao constatar a horrível realidade de que o campo se estava a tomar o epicentro dos planos nazis de exterminar os judeus da Europa, percebeu que teria de arriscar os seus homens, a sua vida e a sua família para alertar o Ocidente."


Género: Biografia.


Data de Publicação: 2020.


Páginas: 509.


Editora: vogais.


Fotografia da minha autoria - O Voluntário de Jack Fairweather


Opinião:


Jack Fairweather realizou um grande trabalho de investigação ao procurar a vida de um soldado polaco no meio de tantas outras memórias e testemunhos perdidos no que foi - sem sombra de dúvida - o maior ator desumano da nossa História.


O suicídio era comum. Por vezes, de manhã, havia uma cortina de corpos pendurados nas latrinas. Todos sabiam, de qualquer modo, que tinham visto demasiado, e que os nazis acabariam por os matar a todos quando tudo acabasse.


Este é um livro de não ficção e portanto não romanceada como tantos outros livros sobre um período negro. Para mim, não existe nenhum conto de fadas sobre isso. Existiram vidas. Vidas que sonharam, vidas que se sacrificaram, vidas torturadas, vidas sem nenhuma escolha.


A maior parte dos detidos sofria uma mudança de personalidade ao chegar a Auschwitz. A violência ininterrupta do campo desfazia os laços entre os prisioneiros, forçando-os a voltarem-se para dentro de si mesmos para sobreviverem.


Witold Pilecki, a vida neste exemplar narrada, foi um solado polaco que se voluntariou para investigar o campo de concentração de forma a reportar todos os massacres que lá dentro se constatavam, na pele de uns bem como na pele dos próprios. 


O melhor discurso dessa noite foi o mais simples, pronunciado pelo amanuense do bloco. «Queridos amigos!», declarou: «Apoiem-se uns aos outros, sejam bons uns para os outros, para que a chaminé deite o menos fumo possível.»

 

Na altura, não se sabia ao certo os objetivos dos alemães ou das suas atrocidades. Apenas, se sabia que existia um campo " de trabalhos forçados". Os seus relatórios a par da sua experiência de dois anos e meio serviram como a prova viva que tanto precisavam.


Tentei mostrar que a realidade é o oposto. Contra todas as probabilidades, ele foi bem-sucedido em entregar as suas mensagens acerca de Auschwitz. Os Aliados é que não escutaram.


Neste exemplar encontra-se ainda fotografias de quase todas as personagens aqui mencionadas bem como das cidades e mapas ilustrativos. O que torna um livro de 500 páginas muito fácil de ser lido a não ser pela execção dos castigos que a Humanidade (essencialmente, polacos, soviéticos e judeus) sofreu.


Ao finalizar esta leitura, senti-me de rastos. Revela o lado mais forte da Humanidade mas, também o seu pior lado. No final, cada um de nós é feito daquilo que mais nos compele a agir: amor ou ódio.


Classificação: 5 estrelas.


#Livros; #Opinião; #OVoluntário; #JackFairweather.

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