sábado, 6 de março de 2021

I Care a Lot | Netflix

 Sinopse:


"Uma vigarista implacável acha que encontrou a presa perfeita, mas o mal dela foi meter-se no caminho da pessoa errada."


Ano de Publicação: 2021.


Realização: J Blakeson.


Argumento: J Blakeson.


Género: Comédia Negra.


IMDB: 6.2.


I Care a Lot filme - Crédito


Opinião:

Esta semana partilho com vocês a sugestão deste filme que estreou na netflix. Ainda penso no filme e sei que foi um bom filme mas não sei até que ponto o filme foi muito bom.

Neste filme, Marla Gray, é uma vigarista que se aproveita da incapacidade dos idosos para ir a tribunal e lhe ser atribuída a sua tutela. Desta forma, acaba por decidir o resto das suas vidas (inclusive a gestão do dinheiro). Um pequeno esquema que tem funcionada bem até agora.

No entanto tudo muda quando o seu caminho de riqueza se cruza com Roman Lunyov, um chefe russo do quartel do tráfico de drogas.

Gostei de ver o filme, no entanto, há certas inconsistências que não batem certo e que podiam fazer uma diferença substancial no desenvolvimento do filme. De resto, tem tudo para se passar um bom tempo a pensar no passo seguinte dos dois grande atores, Rosamund Pike e Peter Dinklage.

The book of common Prayer de Joan Didion | Livros

 Sinopse:


"In the desolate Central American nation of Boca Grande, the lives of two American women intersect. Grace Strasser-Mendana controls much of the country's wealth and knows virtually all of its secrets; Charlotte Douglas knows far too little, and has come to the country in the vain hope of being reunited with her fugitive daughter. Drawn to each other, the women's lives grow ever more strained and choked by their surrondings, and must pay the price.


One of the most celebrated chroniclers of the modern age, Joan Didion weaves her unique blend of truth and wit into this biting tale of innocence and evil, and the unreliability of bearing witness to the realities and dreams of others."


Género: Ficção.


Data de Publicação: 2011.


Páginas: 272.


Editora: Harper Collins Publishers.


Fotografia da minha autoria - The book of common Prayer de Joan Didion

Opinião:


Joan Didion, é uma escritora que queria muito conhecer. Em parte, devido ao documentário que vi no ano passado e que podem ver a minha respetiva opinião aqui. Foi um dos documentários que mais prazer me deu em ver e dessa forma, só podia esperar que o encontro com um dos seus livros fosse ser uma aventura mágica. De facto, não foi bem assim. 

Joan Didion, neste livro, conta-nos sobre a vida de Charlotte Douglas através da memória e perspetiva de Grace Strasser-Mendana. A vida destas duas mulheres cruza-se numa cidade fictícia chamada por Boca Grande. 


Boca Grande is the name of the country and Boca Grande is also the name of the city, as if the place defeated the imagination of even its first settler.


Grace Strasser-Mendana é uma cientista, tem um filho chamado Gerardo's, é viúva e é quem controla grande parte da cidade enquanto que Charlotte Douglas tem um ranch na califórnia, dois maridos, uma filha chamada Marin, e todo o trabalho que faz é voluntário. Á partida as suas vidas podem não parecer muito diferentes mas, página a página escutamos as palavras de Grace sobre a vida de Charlotte e percebemos de imediato duas coisas: primeiro, a história de Grace é uma história triste e segundo, Charlotte vive como um espírito livre.


People did die. People were loose in the world and left it, and she had been too busy to notice.


De início, a autora dificulta-nos de certo modo, a história por haver a introdução e consequentemente apresentação de várias personagens (pelo menos umas oito) e que por esse grande leque nos parece à partida demasiadas vidas para acompanhar. No entanto, ainda na primeira página é nos dito que o livro todo é sobre a história de vida de Charlotte Douglas, um pouco do seu passado - a sua vida com Warren, com Marin, com Leonard em várias cidades do mundo - e sobre o seu presente - na cidade de Boca Grande.


I Walked away from places all my life and I'm not going to walk away from here.

Portanto, neste exemplar conhecemos a história de Charlotte Douglas ou muito conhecida em Boca Grande como, la norteamericana. É uma história bonita, triste, em certas partes um pouco confusa mas, que no final, faz sentido.


She understood that something was always going on in the world but believed that it would turn out all right.


Só não dou mais na classificação por dois motivos: primeiro, tinha as expectativas demasiado altas que depois não se confirmaram com este livro e segundo, apesar de ser uma história bonita, não é o tipo de história que marca uma vida.


Charlotte would call her story one of passion.


No geral, foi uma boa leitura e daqui a nada serve para reler vezes e vezes. Charlotte Douglas, é a mulher que todas as personagens fictícias tentam perceber, inclusive os leitores.


I have never known why Antonio was so particularly enraged by everything Charlotte did. I suppose she was an unpredictable element. 

Classificação: 3 estrelas.

Querido março de 2021

 

Fotografia da minha autoria

Querido março de 2021,


Dizem que o mês da primavera é o mês das flores e a primeira fotografia de março foi a da minha instax mini 11 com estas flores de uma cor viva e cheias de vida atrás.


Aleatoriamente, gosto de tirar uns dias e aproveitar para fotografar e gostei particularmente de registar este belo começo de primavera. 


Uns dizem que todos os dias são iguais. Outros dizem que todos os dias são diferentes. Eu tenho de concordar com a opinião dos da 2ª frase. Para mim, não há nenhum dia igual independemente de ter feito quase tudo igual ao dia anterior. 


Há momentos únicos que fazem a diferença nos dias. Um abraço, um sorriso contagiante, um momento partilhado. E, para março, é tudo o que desejo.


domingo, 28 de fevereiro de 2021

Bye Fevereiro de 2021

Neste momento, estou a aproveitar o último dia do mês de fevereiro para concluir mais um mês aqui no blog. E, com mais uma despedida vem uma sensação de paz a invadir o espírito à medida que os dias anoitecem.


Imagens da minha autoria - Fevereiro de 2021


Começei o mês de fevereiro a contemplar o mar e aquela paz que senti enquanto admirava o ambiente a mar à minha volta e foi a melhor forma de ganhar coragem e paciência para mais 28 dias passados entre 4 paredes.

Sou menina de chás e um sabor que descobri e consequentemente acompanhou quase todas as minhas tardes foi o de mirtilo. Malta se ainda não provaram por favor experimentem e quase de certeza que vão gostar. O que mais gosto neste sabor é por ser um levezinho (não muito intenso) e ao mesmo tempo carregar um sabor fresquinho que aconchega qualquer barriga (e coração).

Nesta semana aproveitei para comprar a revista sábado somente pelo facto de nessa edição sair a parte 1 de um livro acerca da autobiografia do Barack Obama e agora já sabem que nas próximas duas semanas, às quintas-feiras vou estar no quiosque da praça de almada da Póvoa de Varzim pronta para adquirir o meu exemplar enquanto aproveito para dar uma volta de bicicleta pelo quarteirão.

Imagem da minha autoria - Fevereiro de 2021


No que diz respeito aos livros, o meu coração ficou preso aos 3 livros da tetralogia, O Cemitério dos Livros Esquecidos, mas se apenas tivesse de escolher um então o meu favorito continuava a ser "A Sombra do Vento", em parte porque foi o 1º que li do escritor Carlos Ruiz Zafón e parte porque foi o grande livro que me cultivou o gosto pelo grande mundo dos livros.


Imagem da minha autoria - Fevereiro de 2021


E assim, termina mais um mês. Bye fevereiro de 2021. Pronta para Março!

O Prisioneiro do Céu de Carlos Ruiz Zafón | Livros

 Sinopse:


"Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Férmin, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas.


Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexrovalmente a confontar-se com a maior das sombras: o que está a crescer dentro de si.


Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos. O novo romance de Carlos Ruíz Záfon é uma verdadeira promessa de felicidade."


Género: Romance.


Data de Publicação: 2012.


Páginas: 393.


Editora: Planeta.


Fotografia da minha autoria - O Prisioneiro do Céu de Carlos Ruiz Zafón


Opinião:

Olá maltinha! Hoje de manhã terminei mais um livro incrível deste escritor e mesmo a tempo de concluir o mês de fevereiro aqui no blog.

O Prisioneiro do Céu, o 3º que leio da tetralogia - Cemitério dos Livros Esquecidos - que já falei por aqui no blog é uma espécie de biografia partilhada de duas personagens secundárias deste magnífico romance. Adorei do princípio ao fim e posso vos dizer que mal peguem neste exemplar não vão querer outra coisa até o devorarem.

O mundo é demasiado pequeno quando não se tem um sítio para onde ir.

Neste livro, o autor conta-nos sobre o que sucede com a vida de David Martín e narra-nos o passado triste do grande Fermín Romero de Torres (para mim uma das grandes personagens desta tetralogia). Mas, não se preocupem em pegar neste livro a pensar que uma lágrima vai nascer no canto do olho porque uma vez terminada a leitura torna-se de uma certa forma num grande quentinho do coração.

...dei por mim a pensar que aquele momento, aquele instante roubado ao tempo e a Deus, valia todos os dias de miséria que nos haviam levado até li... 

Classificação: 5 estrelas.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Sitara: Let Girls Dream | Curta-metragem

 Sinopse:


"Ela desejava voar... mas cortaram-lhe as asas. Haverá esperança para a irmã pequena que fica para trás?".


Ano de Publicação: 2020.


Realização: Sharmeen Obaid-Chinoy.


Argumento: Sharmeen Obaid-Chinoy.


Género: Drama, Filme para toda a família.


Sitara - Crédito a  estúdios Waadi Animation

Opinião:


Há pouco tempo vi esta curta-metragem que no fim fez-me brilhar os olhos.

Em Sitara, podemos ver como o sonho de uma adolescente na Índia vai por água abaixo quando o pai lhe arranja o seu casamento. Ainda com idade para sonhar,  vê o seu papel de avião a ser deixado para trás junto outrora da sua família.

É uma curta-metragem com uma imagem e produção muito bonitas mas, a mensagem é um autêntico abre-olhos ao privilégio que neste lado, no ocidente temos: o poder de escolha.

Dezessete | Netflix

 Sinopse:


"Um jovem foge de um centro de menores para procurar um cão com o qual criou uma forte ligação, e embarca numa emocionante viagem em que se reaproxima da avó e do irmão."


Ano de Publicação: 2019.


Realização: Daniel Sánchez Arévalo.


Argumento: Daniel Sánchez Arévalo.


Elenco: Biel Montoro;

             Nacho Sánchez;

             Lola Córdon;

             Itasaso Arana;

             Chani Martín;

             Iñigo Aranburu;

             Kandido Uranga;

             Javier Cifrián;

             Mamen Duch;

             Carolina Clemente;

             Jorge Cabrera;

             Daniel Fuster;

             Edgar Costas;

             Patxi Santamaría.


Género: Comédia.


IMDB: 7.2.


Dezessete - Crédito de imagem à IMDB


Opinião: 

Normalmente, reservo os domingos para a televisão, a netflix e para as leituras. Um verdadeiro Lazy Sunday, tal como deve ser. E o domingo passado não foi exceção. Para além de ter visto o filme Titanic, vi este na netflix com a minha mãe.


O que me levou a carregar no botão para assistir a este filme foi essencialmente a sinopse, queria que me contassem uma história ao ar livre e em busca de alguma coisa que nos impele a levantar de manhã apesar de o nosso mundo estar de cabeça para baixo. E, a vida de Héctor (o nosso protagonista) retrata exatamente essa busca de liberdade e uma viagem à procura de nós mesmos, à procura do nosso passado e neste caso específico, de um cão a que chama ovelha.


Mais um filme bonito e apesar de ter apenas gostado (e não se ter tornado num favorito) passei uma boa tarde e, no fim, fiquei a pensar que o mundo secalhar para alguns já nasceu de pernas para o ar. Talvez cabe a nós próprios ajudar-mos a virá-lo.

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