sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Dois Corpos Tombando na Água e Ás Dez A Porta Fecha de Alice Vieira | Livros

 Sinopse da Prosa:


"Ás Dez A Porta Fecha é um peculiar romance juvenil, pois quase não encontramos personagens jovens. O livro trata da vida de velhos num lar de pessoas idosas. Conta-nos as histórias dos sonhos, desgostos, e dores de homens e mulheres velhos que travam uma luta interior contra a rotina e o esquecimento das suas famílias."


Sinopse da Poesia:

Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho em 2007.


Ano de Publicação da Prosa: 1998.


Ano de Publicação da Poesia: 2007.


Editora: Editorial Caminho.

Dois Corpos Tombando na Água e Ás Dez A Porta Fecha de Alice Vieira, livros

Opinião:


Comprei este livro (uma espécie de dois livros num, visto que, nesta edição contém, uma parte de poesia:"Dois Corpos Tombando na Água" e uma outra parte de prosa:"Ás Dez A Porta Fecha") na Feira do Livro do ano passado. Senti que agora era o momento certo para me dedicar a estas histórias e a estas vidas. Não só por se tratar de leituras leves, como também, por sentir uma grande vontade em ler cada vez mais autores portugueses!

e para lá da rua continuei um cão

perdido sem coleira murmuro ele repente

a memória trazendo-me sem querer o nome

daquele romance do Cesbron que estava tão na moda

nesse tempo em que pensávamos que a literatura

ia salvar o mundo.


E ainda bem que peguei nesta edição. Consegui intercalar os dois tipos de escrita com alguma facilidade e não demorei muito a terminar esta leitura. Confesso que gostei mais da prosa comparativamente à poesia. A parte poética lêsse muito bem e a parte da prosa prende-nos de uma forma que só conseguimos parar para pensar no que estamos a ler.


Voltámos atrás no tempo, até à casa da chaminé, e lá estão personagens tão bonitas como a "Branquinha" ou o "Gimbras". Voltei a ouvir expressões esquecidas no tempo como:"Zacatraz, Zacatraz, Zacatraz, trás, trás, trás." ou, aprender outras como "Palavra fora da boca é pedra fora da mão."


São palavras de uma história muito bonita, do início ao fim. Foi uma leitura deliciosa e com alguns risos pelo meio das palavras. Que boa viagem no tempo e no espaço com excelente companhia para estes dias de verão. 


E, mais não digo. Mergulhem de cabeça nestas duas obras de Alice Vieira e partilhem a vossa opinião.


Classificação: 3,5 estrelas.

sábado, 1 de agosto de 2020

Agosto de 2020: Aproveitar

Para este novo mês tenho uma pequena lista de intenções gravadas na minha memória da qual gostaria de partilhar convosco. A lista tem como nome: Aproveitar. E nessa lista contém o seguinte: 

(aproveitar) a praia, (aproveitar) para ler, (aproveitar) para conversar, (aproveitar) para caminhar pela praia, (aproveitar) para conhecer novos artistas, (aproveitar) para ouvir música, (aproveitar) os dias no gerês, (aproveitar) para maratonar (neste preciso momento estou a maratonar Harry Potter e os filmes da Marvel) e (aproveitar) para cuidar de mim, dos meus e permitir-me ser (um pouco grande) mais feliz.

Fotografia da minha autoria - Agosto, aproveitar

Algumas datas importantes de Agosto:

Dia Internacional da Junventude: Comemorado no dia 12 de Agosto.

Dia Internacional do Animal Abandonado: Relembrado no dia 15 de Agosto e uma causa que todos podemos ajudar.

Dia do Artista: Festejado no dia 24 de Agosto.

Aproveitar cada instante.

Um Até para o Ano, Julho

Mais um mês passou. E, com ele levou a vida de estudante e todos os apontamentos para o meu último exame. Julho, foi um mês de dedicação aos estudos, de esclarecimento de dúvidas e de dar por terminada mais uma etapa. 

Aproveitei ainda alguns dias de praia mas, com a certeza de que muitos mais vou aproveitar no novo mês. Não só abraçei muito como também ouvi e conversei muito. Com a maturidade vem um querer saborear em pleno as pequenas coisas da vida.

Fotografia da minha autoria - Julho

Com estas ondas de calor nada soube tão bem como a bela de uma taça de gelado ou um crepe com uma bola de gelado para finalizar uns bons almoços em família. Um dos sabores de gelado que descobri foi o caramelo salgado e pelo qual estou rendida.

Fotografia da minha autoria - Julho

Nos últimos dias de Julho, aproveitei ainda para passear pelas ruas do Porto. E, uma visita à cidade nunca fica completa se não se for até à Ribeirinha! Depois consegui ainda, ir umas vezes à praia e deitar um olho às recordações da Polônia.

Fotografia da minha autoria - Julho

Tinha alguns livros lá por casa em que as leituras de pouco me acrescentaram ou que o género nem me despertava vontade para ler. Portanto, inscrevi-me no site tradestories e consegui trocar cerca de 7 livros das minhas estantes!

Em Julho terminei ainda a leitura do livro "O tempo entre costuras" do qual já tem disponível a minha opinião!

Fotografia da minha autoria - Julho


Confesso que foi um mês um tanto emotivo e em que os dias se concentraram mais entre os apontamentos. Mas estou grata por todo o esforço ser recompensado. Agora é cruzar os dedos para Agosto e deixar que ele traga muitos dias de praia e bolas de berlim!

sábado, 25 de julho de 2020

O tempo entre costuras de Maria Dueñas | Livros

Sinopse:

"O Tempo entre Costuras é a história de Sira Quiroga, uma jovem modista empurrada pelo destino para um arriscado compromisso. Sem aviso, os pespontos e alinhavos do seu ofício converteram-se na fachada para missões obscuras que a enleiam num mundo de glamour e paixões, riqueza e miséria, mas também de vitórias e derrotas, de conspirações históricas e políticas, de espias.

Um romance de ritmo imparável, costurado de encontros e desencontros, que nos transporta, em descrições fiéis, pelos cenários de uma Madrid pró-Alemanhã, dos enclaves de Tânger e Tétuan e de uma Lisboa cosmoploita repleta de oportunistas e refugiados sem rumo."

Ano de Publicação: 2019.

Editora: Porto Editora.

Género: Literatura, Romance (com uma pitada de história).


Fotografia da minha autoria - O tempo entre costuras de Maria Dueñas, livro

Opinião:

Antes de mais, queria dizer que eu comprei este livro influenciada pela série que tinha acompanhado na Netflix. Normalmente, prefiro ler o livro e só depois ver o filme ou neste caso, a série. No entanto, só descobri a meio da série que este fora inspirado no romance da autora Maria Dueñas pelo que, continuei a ver. Esperei cerca de 1 ano para comprar e ler o livro. Decidi dar um pouco de tempo à leitura com o intuito de que esta, me refrescasse a memória.

Se eu outrora, gostei de acompanhar a série, então adorei acompanhar a vida de Sira Quiroga neste formato de livro físico. Existem pequenas diferenças entre o livro e a série, mas, são tão substanciais que, quase não dava por ela.

Por já ter visto a série não tive qualquer surpresa à medida que ia avançando na leitura mas, tive o prazer de forma igual de reviver esta aventura que a personagem principal, Sira Quiroga, nos proporciona com o pano de fundo da Guerra Civil a ocorrer em Espanha. 

Gostei principalmente, dos detalhes. A autora, página a página, descreve-nos os cenários intemporários do antes e pós da guerra civil em Espanha bem como, as sensações e vislumbres do que era viver em Tânger e em Tétuan (a cultura e os seus costumes). Como por exemplo, do aroma do chã de hortelã pelas ruas e becos da cidade.

Não quero partilhar muito mais para além disto, porque gostava que quem ainda não pegou neste livro e tenha interesse, fosse encantado pela sua leitura com a escrita e precisão da autora. Mas chamo a atenção para o final do livro. Na parte do epílogo, a escritora deu-nos um final em aberto e logo de seguida justifica-se. Achei incrível e adorei esta leitura, principalmente, este lado de transformação de uma menina ingénua para uma mulher não só com uma vida dupla, mas com as rédeas da sua própria vida.

Aconselho a lerem este livro e depois acompanherem a série na Netlix. Tem apenas 1 temporada, vê-se rápido e podemos constatar as diferenças e semelhanças entre o livro e a série.

Classificação: 4 estrelas.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

I am Maris - Portrait of a Young Yogi (2018) | Documentário

Sinopse:

"Através das próprias palavras e da sua arte, uma jovem detalha os poderes curativos do ioga na sua batalha contra a anorexia e na sua busca pela autoestima."

Realização: Laura VanZee Taylor.

Pexels

Opinião:

Neste pequeno documentário podemos nos aperceber de como o ioga, neste caso, ajuda uma rapariga de 15 anos a mudar completamente o seu mindset: desde a luta contra a anorexia, a aprender a amar-se e a lutar contra ondas de ansiedade. 

Assim, acompanhamos não só os seus maiores medos, o seu desenvolvimento a nível pessoal e espiritual como também a sua jornada: o que originou a anorexia até ao poder de transformação e curativo do ioga.

Desde que começei a praticar ioga (isto mais ou menos desde a altura do confinamento) que cada vez mais procuro e me interesso por este tipo de conteúdo. Não só pelo lado informativo como também pela parte da motivação.

Trata-se de um documentário com 1 hora mais ou menos de duração pelo que se vê rápido. Achei que seria uma boa sugestão para partilhar por aqui. Não só para quem também pratica mas, quem sabe para servir de inspiração ou só satisfazer conhecimentos.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Julho de 2020: Confiar

Confiar com todas as nossas forças (interiores e exteriores) nas pessoas e no mundo. Estamos a viver tempos novos, tempos diferentes, tempos complicados. E, apesar do número de abraços e beijos terem diminuído substancialmente devemos confiar ainda no amor que sentimos e nutrimos.

O toque é importante para nós. Mas também a palavra e o comportamento com ela envolvidos. Funcionam em conjunto e em conjunto devem ser praticados. Há sempre novas perspetivas em campo. E há sempre o abraço de amanhã, o beijo de amanhã, a troca de palavras de amanhã.

Fotografia da minha auoria - Julho, Confiar

Para os amores que não estejam pausado aproveitem ao máximo. Para os amores que estejam pausados lembrem-se de amar e confiar (em nós e no outro/a).

                                                                 Datas importantes de Julho:

Dia Mundial do Chocolate: Celebrado no dia 7 de julho! Eu já sei qual é o dia em que a dieta vai fazer uma pausa.

Dia da Liberdade de Pensamento: Comemorado no dia 14 de julho. 

Dia dos Avós: Festejado no dia 26 de julho. Ás nossas segundas mães e pais. Eu tento sempre dedicar este dia à minha avó e comigo levar-lhe um miminho (por norma é um chocolate porque assim tanto dá para as duas e porque sabe sempre bem).

Escolher confiar no amor e no amanhã sempre.

Um Até para o Ano, Junho

Abraçei o início de Junho com todas as minhas forças. Era o mês que iria voltar a ver e a abraçar as minhas pessoas (família e amigos). Por outras palavras, era o mês de dizer adeus à Polônia e a toda a experiência e gratidão pelos dias lá vividos mas, também o de dizer um olá carregadinho de saudades a Portugal.

Foi um mês que passou num ápice. Entre fazer e desfazer malas, paragens de comboio,  videochamadas, tempo voluntário de quarentena e de abraçar muito. A verdade é que os ponteiros do relógio não pausavam no seu trabalho a tempo inteiro.

Fotografia da minha autoria - Junho

Este mês foi uma mistura entre experimentar últimos sabores na Polônia e reconheçer o paladar da comida da avó (sobremesas incluídas). E cá entre nós, a comida da avó ganha sempre.

Fotografia da minha autoria - Junho

Este mês fiquei bastante contente com o meu progresso no desafio de leitura para 2020. Eu propus-me a ler 15 livros durante este ano, e até agora já consegui ler 7 livros dos quais foram todos boas leituras no geral, com o mês de junho sem exceção. Já encontram a review para cada um deles disponível no blog.

Fotografia da minha autoria - Junho

Foi um bom mês. Um mês com alguns desafios para o meio que me permitiram reconectar com o meu interior. Voltei a antigos hábitos (que me fazem sentir muito bem - caminhar pela praia é um deles) e consegui manter também os hábitos mais recentes que criei (yoga e meditação).

Fotografia da minha autoria - Junho

Foi um mês de experiências, de atualizar a lista de prioridades, de cuidar de mim e dos meus, de saber esperar, de tentar uma e outra vez, de sorrir, de lutar, de me dedicar ao que gosto. Foi sem dúvida um mês cheio de emoções. De Junho é tudo e que Julho brilhe com toda a sua força!
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