sábado, 30 de janeiro de 2021

Cronicando de Mia Couto | Livros

 Sinopse: 


"Neste livro se reúnem crónicas com que o escritor moçambicano Mia Couto colaborou com a imprensa de Moçambique durante os dois últimos anos da década de 80.

Este conjunto de textos mereceu o Prémio Anual de Jornalismo Areosa Pena, atribuído pela Organização dos Jornalistas Moçambicanos em 1989.

Mais do que crónicas, estes textos são pequenos contos condensados de forma a se enquadrarem no espaço dos jornais a que se destinavam.

Aos textos inseridos nos jornais de Moçambique o autor acrescentou outros inéditos. Uns e outros estão profundamente marcados pela arte de recriar a língua portuguesa que carateriza toda a escrita deste autor africano."


Género: Crónicas.


Data de Publicação: 2013.


Páginas: 232.


Editora: Caminho.


Fotografia da minha autoria - Cronicando de Mia Couto


Opinião:


É o 2º livro que leio do autor, Mia Couto, e apesar de ainda gostar mais do "Na Berma de Nenhuma Estrada", a verdade é que a opinião do livro que trago hoje, não fica muito atrás.


Este livro foi me emprestado por uma grande amiga a que devo um obrigada por este encontro. Ambas trocamos opiniões do autor e tendo exemplares diferentes, optamos por fazer uma troca temporal. E, por isso, um obrigada a ela e aos livros. Que este pequeno prazer se mantenha sempre.


Tem um conto lindíssimo e o meu preferido até agora intitulado por "um homem com um planeta interior". Como podem imaginar pelo título, é um conto sobre um homem que sente a humanidade como quem sente fome. Mais não conto para não estragar o prazer da leitura.


Foi mais um livro do qual gostei muito com contos pequenos e bonitos. Aliás, cada um mais bonito do que o anterior. Começo a sentir que lhe é impossível escrever maus contos e por isso, vejo-me entusiasmada com o próximo leitura do escritor.


Classificação: 4 estrelas.


#Livros; #opinião; #miacouto; #cronicandodemiacouto.


sábado, 23 de janeiro de 2021

Depois do Medo de Bruno Nogueira | Stand-up

 Sobre o espetáculo: 


"Numa noite histórica Bruno Nogueira terminou a digressão de Depois do Medo perante uma plateia, esgotada, de 14 mil pessoas. Foi a primeira vez que um humorista a solo pisou o palco da Altice Arena em Lisboa. "


Website: Depois do Medo.


Disponível para compra online até 11 de fevereiro de 2021.


Fotografia da minha autoria - Depois do Medo de Bruno Nogueira


Opinião: 


Com estas más notícias da pandemia e na altura, quase a entrar em confinamento eu e o meu namorado decidimos apostar na compra do espetáculo "Depois do Medo" de Bruno Nogueira e ainda comprar o acesso ao documentário. 


Serviu para nos animar (muito) e para nos dar (um pouco mais) de coragem para os dias que se seguiam. O confinamento pode ter como objetivo salvar vidas mas, para outras pessoas é o oposto. Tirar a liberdade, de repente, é como tirar-nos o chão. Ficamos bem em casa para quem tem uma. Ficamos bem em companhia dos que gostamos para quem as tem. Ficamos bem para quem se consegue encontrar. E, nestas palavras eu sou grata porque tenho (todos os dias) tudo o que (verdadeiramente) preciso.


Por isso, hoje recomendo vivamente este stand-up. Estamos a precisar deste divertimento, destas alegrias partilhadas. E, espero que tal como eu, encontrem neste espetáculo a felicidade coletiva.

A Arte da Guerra de Sun Tzu | Livros

 Sinopse:


"Há cinco fatores essenciais para se obter a vitória. O vencedor será aquele que: (1) sabe quando deve ou não combater; (2) sabe combater tanto em superioridade como em inferioridade numérica; (3) tem todo o exército unido pelo mesmo espírito; (4) está preparado para atacar o inimigo quando este ainda está desorientado; (5) tem competência militar e não sofre de interferências do soberano."


Género: Gestão e organização.


Data de Publicação: 2009.


Páginas: 101.


Editora: 11 x 17.


Fotografia da minha autoria - A Arte da Guerra de Sun Tzu



Opinião: 


Este livro foi a minha primeira releitura de 2021. Enquanto olhava para as estantes e decidia qual seria, porventura, a minha próxima leitura senti-me saudosa. Levei este livro na viagem de metro para a Universidade e li-o de rompante. No entanto, sugiro lerem este exemplar como um livro intercalar ao livro pousado na vossa mesinha de cabeçeira. Apesar de ser o tipo de leitura que se lê num dia, a estratégia militar pode não fluir tão bem para muitos de vós. Por isso, demorem o vosso tempo.


Que seja tão rápido quanto o vento, tão compacto quanto a floresta.


Lembro-me da primeira vez que o li para a disciplina de estratégia de marketing durante a minha licenciatura em valença e como me senti entusiasmada por ser um trabalho prático recomendado tendo por base um capítulo do livro à nossa meramente escolha. 


Na guerra, o objetivo mais importante é a vitória, e não campanhas prolongadas.


É um livro que aborda de uma forma filosófica e ao mesmo tempo, prática as estratégias de guerra do ponto de vista da Arte. E, por isso, o título é a Arte da Guerra. No entanto, este livro pode ser reinterpretado de 1001 formas para as mais diferentes áreas de trabalho. Afinal, todos nós temos as nossas batalhas.


É uma questão de vida ou de morte, um caminho que pode conduzir à sobrevivência ou à destruição. Assim, de nenhum modo se pode negligenciar o estudo desta matéria.


Classificação: 3 estrelas.


#Livros; #opinião; #AArtedaGuerra; #SunTzu.

O Voluntário de Jack Fairweather | Livros

 Sinopse:


"Verão de 1940: Witold Pilecki, um polaco combatente da Resistência, aceitou a missão audaciosa de descobrir o destino de milhares de detidos num novo campo de concentração, de denunciar os crimes nazis e de criar uma rede de resistência para levar a cabo uma revolta. O nome do campo era Auschwitz.


Nos dois anos e meio seguintes, Witold forjou um exército clandestino que sabotou instalações, eliminou informadores e oficiais nazis e reuniu provas terríveis das atrocidades e assassínios em massa.


Ao constatar a horrível realidade de que o campo se estava a tomar o epicentro dos planos nazis de exterminar os judeus da Europa, percebeu que teria de arriscar os seus homens, a sua vida e a sua família para alertar o Ocidente."


Género: Biografia.


Data de Publicação: 2020.


Páginas: 509.


Editora: vogais.


Fotografia da minha autoria - O Voluntário de Jack Fairweather


Opinião:


Jack Fairweather realizou um grande trabalho de investigação ao procurar a vida de um soldado polaco no meio de tantas outras memórias e testemunhos perdidos no que foi - sem sombra de dúvida - o maior ator desumano da nossa História.


O suicídio era comum. Por vezes, de manhã, havia uma cortina de corpos pendurados nas latrinas. Todos sabiam, de qualquer modo, que tinham visto demasiado, e que os nazis acabariam por os matar a todos quando tudo acabasse.


Este é um livro de não ficção e portanto não romanceada como tantos outros livros sobre um período negro. Para mim, não existe nenhum conto de fadas sobre isso. Existiram vidas. Vidas que sonharam, vidas que se sacrificaram, vidas torturadas, vidas sem nenhuma escolha.


A maior parte dos detidos sofria uma mudança de personalidade ao chegar a Auschwitz. A violência ininterrupta do campo desfazia os laços entre os prisioneiros, forçando-os a voltarem-se para dentro de si mesmos para sobreviverem.


Witold Pilecki, a vida neste exemplar narrada, foi um solado polaco que se voluntariou para investigar o campo de concentração de forma a reportar todos os massacres que lá dentro se constatavam, na pele de uns bem como na pele dos próprios. 


O melhor discurso dessa noite foi o mais simples, pronunciado pelo amanuense do bloco. «Queridos amigos!», declarou: «Apoiem-se uns aos outros, sejam bons uns para os outros, para que a chaminé deite o menos fumo possível.»

 

Na altura, não se sabia ao certo os objetivos dos alemães ou das suas atrocidades. Apenas, se sabia que existia um campo " de trabalhos forçados". Os seus relatórios a par da sua experiência de dois anos e meio serviram como a prova viva que tanto precisavam.


Tentei mostrar que a realidade é o oposto. Contra todas as probabilidades, ele foi bem-sucedido em entregar as suas mensagens acerca de Auschwitz. Os Aliados é que não escutaram.


Neste exemplar encontra-se ainda fotografias de quase todas as personagens aqui mencionadas bem como das cidades e mapas ilustrativos. O que torna um livro de 500 páginas muito fácil de ser lido a não ser pela execção dos castigos que a Humanidade (essencialmente, polacos, soviéticos e judeus) sofreu.


Ao finalizar esta leitura, senti-me de rastos. Revela o lado mais forte da Humanidade mas, também o seu pior lado. No final, cada um de nós é feito daquilo que mais nos compele a agir: amor ou ódio.


Classificação: 5 estrelas.


#Livros; #Opinião; #OVoluntário; #JackFairweather.

Economia, Moral e Política de Vítor Bento | Livros

 Sinopse:


"Trata-se de um conjunto de reflexões sobre a Economia, olhada mais de um ponto de vista filosófico do que científico, pois é abordada na perspetiva das suas ligações com a Moral e a Política. No fundo, isso corresponde a um «regresso às origens», pois, no princípio, o estudo da Economia encontrava-se fundido com o estudo daquelas outras duas disciplinas, fazendo parte de um departamento universitário comum às três ou, pelo menos, a duas delas (Ciências Morais ou Ciências Políticas). Defende-se que toda a ação visando influenciar o funcionamento da economia e os juízos formulados sobre os resultados económicos são, sempre e por natureza, moralmente orientados; que uma tal ação pertence, também por natureza, à Política."


Género: Ensaios, Economia.


Data de Publicação: 2011.


Páginas: 112.


Editora: Fundação Francisco Manuel dos Santos.


Fotografia da minha autoria - Economia, Moral e Política de Vítor Bento


Opinião:

Recentemente, fiz um teste a economia internacional e de modo a iniciar o meu estudo nesta área menos comum dos meus interesses optei por ler este curto exemplar de forma, a introuzir-me a este subjeto fundamental.


Todo o comportamento humano consciente implica escolhas, por mais básicas ou elementares que sejam, e estas escolhas são feitas em função de uma escala de valores, que cada um tem para si e pela qual orienta a sua vida.


Tal como previ, são capítulos gerais, de caráter simplista e introdutórios na medida em que o autor faz uma pequena introdução sobre o grande tema da economia e ainda inclui notas de rodapé a explicar conceitos mais elaborados como por exemplo: Bretton Woods. E, por isso, recomendo essencialmente este livro para quem não teve ou que tal como eu não esteja a par dos conceitos mais técnicos. 


- a escolha de um curso de acção, entre diferentes alternativas e segundo a valoração pessoalmente atribuída a cada uma delas - que constitui a acção moralmente orientada, de que a vida económica faz parte irrecusável.


É uma leitura acessível e a minha classificação não é superior exatamente por duas razões. A 1ª porque não é um tema que me desperte grande atenção apesar, de constatar a sua importância no nosso cotidiano. A 2ª razão porque o autor poderia desenvolver um pouco mais os capítulos, principalmente o último. O último capítulo aborda o tema da crise económica ou a grande recessão que teve início nos Estados Unidos pelo colapso do setor imobiliário que se estendeu ao longo dos anos consequentemente, por todo o globo. No entanto, o escritor introuz e explica superficialmente cada tópico exatamente por se tratar de um ensaio.


Um dos aspetos que mais gostei neste livro e me fez desfrutar desta leitura foi a relação exposta que o autor evidencia entre a Economia, a Moral e a Política.

Classificação: 3 estrelas.


#livros; #opinião #VítorBento #Economia #Moral #Política

Forrest Gump | Filmes, Netflix

 Sinopse:


"Herói de guerra, magnata e profeta. Não é um homem inteligente mas, a sua vida é simplesmente brilhante."


Ano de Publicação: 1994.


Realização: Robert Zemeckis.


Argumento: Eric Roth.


Elenco: Tom Hanks, 

             Robin Wright,

             Gary Sinise,

             Mykelti Williamson,

             Sally Field,

             Rebecca Williams,

             Haley Joel Osment,

          Michael Conner Humphreys,

             Hanna Hall.


Género: Filmes baseados em livros, Filmes Clássicos, Comédias.


IMDB: 8.8.


Forrest Gump - Crédito a nacaodamusica


Opinião:


Este filme fez me companhia na tarde do domingo passado e, apesar de já ser um clássico nunca o tinha visto. Acontece-me isso várias vezes. O filme está a ser muito bem recebido ou não e anos mais tarde é que o vejo. No entanto, neste caso trata-se de um filme mais velho do que eu e o encontrei entre os clássicos da Netflix.


Neste filme, acompanhamos as várias fases da vida de um rapaz diagnosticado com um Qi de 75. Desde menino, que a sua vida é recheada de desafios e com o passar da idade, esses desafios tornam-se em verdadeiras aventuras. 


Um lado muito interessante deste filme é que o nosso protagonista vive os grandes acontecimentos de algumas décadas sendo uma delas a década de 1960. E esse olhar ingénuo mas, sincero de Forrest (nome da personagem principal) sobre a (sua) vida leva-nos a voltar a acreditar na leveza do mundo.

sábado, 16 de janeiro de 2021

Irmãos: A história oculta dos anos Kennedy de David Talbot | Livros

 Sinopse:


"Ambos, em dimensões diferentes, marcaram a vida americana - e não apenas como ícones populares. Eles enfrentaram os grandes demónios da América: o racismo, o moralismo e o puritanismo, o poder absoluto dos militares, o isolacionismo e o extremismo. Em tudo o resto pecaram e fizeram o que puderam. Mais bem do que mal."


Género: Política.


Data de Publicação: 2018.


Páginas: 166.


Editora: Este livro em particular saiu pela revista Sábado.


Fotografia da minha autoria - Irmãos: A história oculta dos anos Kennedy de David Talbot

Opinião:


Tenho imensa curiosidade em saber (eu e o resto do mundo) sobre o que se passou ao certo durante a campanha de reeleição para a presidência do John F. Kennedy, o 35º presidente dos EUA. E comprei este livro, que saiu no verão do ano de 2020 pela revista Sábado, para tentar descobrir as teorias e os palpites da família mais próxima referente ao assassínio.


Houve alguém que lhe disse, "Aceito o Universo", e ele respondeu, "É o melhor que tens a fazer".


E isso tenho a dizer-vos que consegui saber. O que já não consegui descobrir foi um fio condutor concreto da investigação para tentar investigar o(s) verdadeiro(s) assassínio(s) da morte de JFK. Percebe-se que existe a vontade em encontrar pistas verdadeiras mas, ao mesmo tempo é nos dito entrelinhas a complexidade e o perigo inerente da sede de descobrir mais. Acredito, que este medo sentido por toda a família mas em particular pelos irmãos Kennedy e sobretudo pelo Robert F. Kennedy, que foi o real impedimento de dizer a verdade à  América. 


Respiramos todos o mesmo ar. Zelamos todos pelo futuro dos nossos filhos. E somos todos mortais.


Fotografia da minha autoria - Irmãos: A história oculta dos anos Kennedy de David Talbot


Assim, achei um livro muito interessante e fascinante ao ler sobre esta investigação, teorias, palpites e encobrimentos do início ao fim. No entanto, talvez não seja o melhor livro para começar a ler sobre o caso. Na minha opinião, faltou um pouco mais de introdução sobretudo no que toca à introdução das pessoas secundárias da História.


Classificação: 3 estrelas.


Tags: #livros; #opinião; #Kennedy; #DavidTalbot.


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