terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Love (more) ou (mais) Amor

Crédito - Love (more) ou (mais) Amor
 

Hoje o dia é dos românticos. De quem vai à luta pelo romance. É do quem ama sem temporalidade, sem fronteiras, sem violência, sem manipulações, sem semiverdades. No fundo quem gosta com medo de o dizer, mas que por quem o coração arrisca. 


Love (more) ou (mais) Amor. Foram as palavras que encontrei para hoje. Numa era em que os speed datings, as apps de encontros e, em que os rodízios oferecem vários pratos do dia, é difícil compreender a essência deste dia. Mas, escrevo-o para quem se quer virar.


Não tenho contas em aplicações de encontro e, muito menos sou mulher de só uma noite. Mas, poderia ser. Poderia ser essa a forma em que basearia o meu romance. Todavia, se fosse para ter romance teria que ser aquele romance em que vemos em filmes e lemos nos livros bonitos de amor. Aquele amor à antiga que valeria a pena.


Por enquanto, estou bem assim. Para os solteiros: está tudo bem em (ainda) não encontrarmos a pessoa especial, aliás talvez quando a/o acharmos até podemos compreender os anos que demorou ou que a pessoa em questão não tem nada de especial, mas tem o efeito de nos fazer sentir de um jeito impossível de amar. Para os que encontraram alguém: aproveitem para agradecer e continuem a fazer o mundo girar aos olhos da outra pessoa.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Desejo de momentos como este

Crédito - Desejo de momentos como este
 

Aguardo ansiosamente pelos dias sem fim, pela plenitude do brilho do sol na minha pele e por ouvir o mar sereno que nos convida a mergulhar.


As fotografias tal como as palavras e, acredito que, pessoas e lugares, acabam por desencadear alguma linha de pensamento e de emoção. E, quando vi esta fotografia tive vontade de a partilhar. Não só pelo efeito positivo, mas também pelo simples interesse em partilhar mais coisas bonitas.


Ainda vamos em fevereiro, no entanto, quando o sol espreita com mais vontade de se prolongar é quando estas memórias me vêm mais à superfície do desejo de momentos como este. 


Sou completamente rapariga de praia. Cresci com os pés na areia, e a linha de costa como paisagem. Admiro a sublimidade da água (menos) fria em contraste com o vento (mais) quente que quem é do litoral saberá melhor do que falo. Segredei ao vento: um dia mais perto do que o ontem.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

365 Dias Finais | Filmes

Sinopse:

"Laura and Massimo's relationship hangs in the balance as they try to overcome trust issues and jealousy while a tenacious Nacho works to push them apart."

Ano de Publicação: 2022.

Realizadores: Barbara Bialowas e Tomasz Mandes.

Género: Drama, Romance.

IMDB: 2.7.

Crédito - 365 Dias Finais | Filmes

Opinião:

No hard feelings. É o que me vem à mente depois de ter terminado de ver a trilogia do 365 dias. Podem ler aqui a opinião referente ao primeiro filme e aqui a opinião do segundo filme. 

Honestamente ainda não sei bem se entendi o final ou se tão pouco tinha um desfecho da história o que me deixou transtornada por ter acompanhado a trilogia apesar das várias opiniões negativas e falta de entrega de um bom filme.

Não estava à espera que a indecisão de Laura em pleno triângulo amoroso perdurasse mais um filme, ainda para mais o final. Mas, foi o que aconteceu. 

Não houve nada de novo ou tão pouco que justificasse a existência deste terceiro filme. Sinto que ficaram muito aquém do esperado e do que poderiam fazer. Menos na partilha das relações sexuais. Esses momentos continuam presentes e, parece ser tudo o que há para ver.

Esperava ter um final, e nem isso o conseguiram dar. Talvez, se tivessem o pensado e realizado haveria algo mais bonito para partilhar.

sábado, 11 de fevereiro de 2023

O Dicionário das Palavras Perdidas de Pip Williams | Livros

Sinopse:

"Em 1901, descobriu-se que faltava a palavra “escrava” no Dicionário de Inglês Oxford. Esta é a história da menina que a roubou.

Esme nasceu num mundo de palavras. Órfã de mãe e irreprimivelmente curiosa, passa a infância no Scriptorium, um barracão de jardim em Oxford onde o pai e um grupo de lexicógrafos dedicados selecionam palavras para o primeiro Dicionário de Inglês. Esme acompanha tudo a partir do seu lugar, debaixo da mesa, sem ser vista nem ouvida. Um dia, um pedaço de papel contendo a palavra “escrava” cai ao chão. Esme apanha-o e esconde-o na velha caixa de madeira da sua amiga, Lizzie, uma jovem criada de servir na casa grande. Esme começa a reunir outras palavras do Scriptorium, palavras descartadas ou negligenciadas pelos homens do dicionário. Palavras que a ajudam a entender o mundo.

Com o passar do tempo, Esme percebe que certas palavras são consideradas mais importantes do que outras, e que as que se relacionam com as experiências das mulheres acabam muitas vezes excluídas.
Como surgiram os primeiros dicionários? Quem selecionava as palavras?

E porque é que algumas palavras eram consideradas mais importantes do que outras? Pip Williams conta-nos esta história numa narrativa envolvente que é também uma maravilhosa história de amor.

É com o movimento sufragista feminino no auge e a Grande Guerra a aproximar-se a passos largos que se desenrola a ação de O Dicionário das Palavras Perdidas: uma narrativa escondida nas entrelinhas de uma história escrita por homens. Inspirada em factos reais, Pip Williams mergulhou nos arquivos do Dicionário de Inglês Oxford para contar esta história. O Dicionário das Palavras Perdidas é uma celebração deliciosa, lírica e profundamente instigante das palavras e do poder da linguagem para moldar o mundo."

Género: Romance.

Ano de Publicação: 2022.

Editora: Porto Editora.

Páginas: 424.

Avaliação no Goodreads: 4.07. ⭐⭐⭐⭐

Fotografia da minha autoria  - O Dicionário Das Palavras Perdidas de Pip Williams | Livros


Opinião:

Por fim, um desejo literário se realizou: ser membro do The Characters Club. É um grupo de leitura conjunta no instagram e do qual uma vez membro, fazes parte do diálogo sobre o livro do mês no discord.

Mantém-te ocupada - nunca é de mais apontar os benefícios de um dia cheio de trabalho para uma mente ansiosa ou um coração solitário.

Digo por fim, porque desde que o clube foi criado que fazia parte da lista de espera. E, esse tão aguardado momento chegou. A proposta de leitura era a de ler: "O Dicionário das Palavras Perdidas" de Pip Williams. Confesso, que tinha ouvido falar muito bem, mas não era um livro que se encontra na minha tbr.

Algumas palavras são mais importantes do que outras - aprendi isto enquanto crescia no Scriptorium. Mas demorei muito tempo a perceber porquê.

Porém, foi daquelas surpresas literárias positivas. E, ainda bem que o li e, que tive a oportunidade de fazer parte nesse processo de partilha de opiniões. Demorei exatamente uma semana a ler. Tem um ritmo médio e, a história convida-nos aos poucos a conhecer melhor as personagens. Cada vez com mais desenvolvimento e curiosidade pelo que se segue.

Pensei em todas as palavras que tinha recolhido, de Mabel e de Lizzie e de outras mulheres: mulheres que arranjavam peixe ou cortavam tecidos ou limpavam as casas de banho das senhoras em Magdalean Street.

Encontrei neste livro muito mais do que achava que ia descobrir. Foi, portanto, um bom achado. Repleto de temas e planos históricos interessantíssimos. Como por exemplo: o aparecimento das primeiras sufragistas e suffragettes e, com isso as primeiras ações públicas de reivindicação do direito ao voto enquadrado no despoletar da primeira guerra mundial. Ao mesmo tempo que, Essy ou Es ou Essymay (dependendo da pessoa que a abordar) e a nossa protagonista principal traz para o foco de luz igualmente outras personagens literárias de relevo e importância histórica e literária.

Era um homem do povo, não um académico, mas havia qualquer coisa nele que eu não conseguia pôr em palavras.

Tinha mais camadas do que as que supunha e, mais qualidade de conteúdo do que a minha primeira impressão. Acompanhamos Essy ainda menina escondida debaixo da mesa de classificação do pai a apanhar a palavra - escrava - que voou até às suas mãos no scrippy ou scriptorium. Um aparente lugar improvisado para os trabalhadores encarregues de encontrar palavras e o seu significado com o objetivo de criar o Dicionário Inglês de Oxford. Uma aparente perda subtil revista num futuro lugar de peso. 

Se eu lesse as cartas da primeira até à última, elas contariam a história do seu namoro, mas sabia que a história tinha um fim triste. Fechei a caixa sem abrir uma única carta.

Escrava foi a primeira palavra que salvou da poeira de estantes e de olhares e mãos que ignorem a sua relevância, mas houve uma antes que tentou salvar e muitas outras que vai guardar na mesa de Lizzie, a sua melhor amiga e escrava da família Murray.

Acho que vem de desgosto - disse Mabel. - Daquilo que perdemos e daquilo que nunca tivemos nem nunca teremos. Como eu disse, é coisa de mulheres. 

Presenciamos a aglomeração de palavras e significados ao longo da vida de Es. As que procura sempre escrever para não serem esquecidas. Compreendemos o valor de algumas, e outras que ainda não chegou o momento de as sentirmos na boca. Mas chegamos mais perto de as sentir nesta história. 

As palavras não tinham fim. Não havia fim para o que elas significavam, nem para as formas como tinham sido usadas. As histórias de algumas palavras eram tão antigas que a forma como as entendíamos agora não passava de um eco original, uma distorção.

Que boa jornada pelas palavras, pela existência da feminilidade nos significados e vozes de mulheres ignoradas por uma sociedade basculante de homens. Salvas por alguém que confiou no intimo do seu coração. Ditte é outro nome que vão querer conhecer e uma mulher que nos abraçou do esquecimento. 

Classificação: 5 ⭐⭐⭐⭐⭐

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Do Belo Amor Próprio

Crédito - Do Belo Amor Próprio
 

Por todo o lado vê-se decorações de São Valentim. Seja com lojas rodeadas de corações, seja com notícias com sugestões do que oferecer. 


Costumava achar o dia dos namorados bem bonito e, mentiria se não o continuasse a achar. Todavia, as ações de marketing estão por todo o lado, mas a mensagem continua a ser a mesma: tens de estar numa relação amorosa. Caso contrário, este dia não é bem para ti.


O que discordo por completo. A base deste dia é o amor. Não me encontro numa relação e, claro que isso influencia a minha perspetiva.


Podemos não ver pessoas ou estar com alguém a cem por cento do nosso tempo, mas para o que der e vier teremos sempre a nós em quem pensar, elogiar, investir, desafiar, agradecer e amar. Não tiro o crédito aos casais, mas a essência é muito mais do que isso.


Por isso, achei por bem partilhar esta reflexão que vinha a adiar. Celebrem o amor. O vosso amor próprio está incluído e, não se sintam mais tristonho/a(s) se não estiverem com "a pessoa especial". Não sei se um dia chegará, se tudo será maravilhoso ou como se diz: «um mar de rosas». Mas, vamos acreditar mais e passar boas mensagens e energias.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Do Deslumbramento | Peça de Teatro

Sinopse:


"Esta é a história de um homem que acorda numa memória… De um Ator que acorda em cena. Está perdido. Não sabe em que memória está…. A memória confunde-se. O tempo confunde-se. O Ator está perdido no seu corpo de Trapezista, suspenso no fio acima do palco. Cai. Mas porque acredita que é Pássaro, voa. Como num sonho.


Esta é a história de Miguel. A história de uma memória perdida no corpo de Miguel.


A história do momento em que conheceu Bárbara, bruscamente no verão passado. Uma cena que se repete, todas as noites. No Teatro. Um instante de Deslumbramento, que revive uma e outra vez, como um Trapezista que atravessa o ar, todas as noites. Esta é a história de uma Memória. De um Ator. Do Miguel. Esta é a história do momento em que o Trapezista foi atravessado pelo fio."


Fotografia da minha autoria  - Do Deslumbrante  | Peça de Teatro


Opinião:


No passado sábado regressei ao teatro. E, foi bom voltar àquele ambiente que não há muito tempo me acolheu e me surpreendeu. Desta vez, receberam no palco o Teatro Meridional, com a atriz Bárbara Branco, o ator Nuno Nunes e o ator e encenador Miguel Seabra.


E, honestamente foi uma peça de teatro com uma complexidade gigante, mas de igual deslumbramento. A origem do nome é completamente justificada e foi essa a sensação que me bateu no peito quando a cortina desceu: deslumbrada.


Era uma história autobiográfica do Miguel Seabra e, isso fê-la especial. Encontro sempre esse efeito quando sei que é baseado na realidade ou numa história verídica, nem que seja apenas uma parte. Talvez, por encontrar parte da possibilidade do sonhar, do transformar e do concretizar.


É sensivelmente uma busca por uma memória específica: a primeira vez que o Miguel viu a Bárbara a atuar em palco e, momentaneamente ficou deslumbrado com o poder da sua voz e do seu corpo, no fundo da sua presença. É uma busca incansável por a alcançar até que um abc acontece e um trapezista cai. O trapezista desafia constantemente a gravidade à qual acredita poder voar, no entanto, tal como o sonho, nem sempre é viável. 


Uma nódoa no vestido causado por um cigarro da atriz é suavizado quando esta se vira e diz conscientemente que é uma nódoa de amor. O texto foi brilhante, a representação deslumbrante e fiquei grata pela oportunidade de a assistir.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

10 coisas que aprendi aos 24 anos

Crédito - 10 coisas que aprendi aos 24 anos

Numa pequena reflexão partilho algumas coisas que fui aprendendo e, que sinto que agora, aos 24 anos fazem (muito) sentido. Não é algo que necessariamente precise de ser relacionável ou toda uma nova introspeção. Mas acho uma boa troca de ideias e novas filosofias que pessoalmente tenho vindo a adotar.


Lista de 10 coisas que aprendi aos 24 anos


  • a arriscar e não pensar no: e se? 

(tendo a pensar e a analisar demasiado as situações. Portanto agora tenho adotado uma posição mais de aceitar experimentar. As melhores descobertas são feitas ao acaso)

  • a deixar rolar

(muita coisa pode sempre acontecer e se tivermos sempre um passo à frente vamos perdendo a magia do presente. Dica: deixa acontecer e, consoante isso te faz sentir permite-te aprender)

  • a lutar pelos meus sonhos e a investir em mim

(digo isto com uma grande liberdade em vez do típico peso que me fazia sentir. Seja por mais um dever ou mais uma obrigação. Escolher genuinamente os sonhos que quero realizar e sempre continuar a investir no meu conhecimento, carreira, vida pessoal e social)

  • a ajudar 

(ter o coração mais disponível para abraçar, estender a mão, escutar e no fundo amar)

  • a dizer que sim e que não sem medo

(por vezes cobramo-nos em demasia pelas decisões que vamos fazendo. Aprendi que ambas são fundamentais e que na maior parte das vezes podes voltar atrás e para as coisas ou pessoas que não voltam, então recorda-te que erros podem sempre ser cometidos e que nas situações em que não são erros, mas foram opções pesadas então aconselho a escolheres sentir a liberdade de te amar em primeiro lugar)

  • a perdoar e a não precisar de ouvir um desculpa de volta

(não peças o que não é teu para dar ou ouvir e não exiges o que não precisas para ser feliz)

  • a ser completa "sozinha"

(quando refiro sozinha, refiro-me ao conforto de estares bem sem teres sempre companhia. Aprender a estar só é muitas das vezes o que mais precisamos para compreender o tamanho do nosso amor por nós e pelos outros)

  • a importância e o conforto de fazer skincare

(é um novo hábito vindo em forma de amor próprio)


a investir qualidade nas relações

(acho que este é um dos grandes pontos desta pequena lista. Não sinto a necessidade de manter muitas relações seja de que vertente for, mas acho fundamental tê-las com qualidade.)

  • a viver no momento

(não podia deixar de mencionar este cliché. É cliché, mas é sincero e sentido)

São pequenas transformações que tenho vindo a adotar e das quais me sinto grata e mais plena ao final do dia. A diferença começa quando tomas a iniciativa de a concretizar e estes foram alguns dos meus. 

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