sábado, 5 de setembro de 2020

Um Até para o Ano, Agosto

 Agosto foram dias inteiros de self-care, de praia e de muitas boas leituras. Foi o mês do ano que me permitiu ler mais e com isso, conhecer 4 novos autores. Também foi o mês que recebi o diploma nas mãos, verti uma lágrima de saudade e que me permitiu repensar muito bem para Setembro.


Digo um até para o ano agosto como quem diz daqui a pouco já estamos juntos. Temos duas certezas na vida: a própria vida e a morte. Tento praticar cada vez mais um slow living, um "carpe diem" caraterísticos de dias de verão e ao mesmo tempo, a (tentar) ser produtiva. Por isso, é que agosto foi tão bom. Permitiu-me sonhar com setembro, terminar uma licenciatura, candidatar-me a um mestrado, comer (muito) gelado e ser (muito) feliz mesmo que estejamos todos numa pandemia. 

Fotografia da minha autoria - agosto

Tal como disse, foi um mês recheado de leituras fogazes e muitíssimo importantes. Desde a tópicos como a alimentação até aos tempos da democracia de Nelson Mandela. Encontram a minha opinião por aqui no blog de cada um dos respetivos livros. Para vos ser mais fácil basta selecionar a etiqueta: livros.

Fotografia da minha autoria - agosto

Tardes boas de praia. Apesar de não terem sido tantos os dias quanto desejava, foram tardes muito bem aproveitadas entre a areia e o mar.


Fotografia da minha autoria - agosto

E não podia deixar de falar sobre a comida! Decidi experimentar fazer um batido de mirtilos que correu super bem, quer a nível de sabor, quer a nível de facilidade de fazer. Os gelados não podiam faltar e por muito que esteja sempre a experimentar novos sabores, os gelados magnum irão ter sempre um lugar especial no meu estômago. Uma das bebidas que não me cansei de ver foi o sumo de laranja natural. É uma bebida refrescante, saborosa e saudável!

Fotografia da minha autoria - agosto

Foi um mês muito bom! E, apesar de estar grata por cada dia, não podia conter dentro de mim a ânsia pelos dias de setembro. Como foi o vosso mês?

sábado, 29 de agosto de 2020

A Cor da Liberdade - Os Anos de Presidência de Nelson Mandela e Mandla Langa | Livros

 Sinopse:


"A cor da liberdade é a história dos anos presidenciais de Mandela, recorrendo às memórias que ele começou a escrever enquanto se preparava para concluir o seu mandato, mas que não pôde terminar. Agora, o aclamado escritor sul-africano Mandla Langa concluiu a tarefa, utilizando o rascunho inacabado de Mandela, as notas detalhadas que ele ia escrevendo à medida que os acontecimentos se desenrolavam e uma abundância de material arquivístico não divulgado. Com um prólogo da viúva de Mandela, Graça Machel, o resultado é um relato vivido e muitas vezes inspirador da presidência de Mandela e da criação de uma nova democracia. Narra a história extraordinária de um país em transição e os desafios que Mandela enfrentou no seu esforço para tornar realidade a sua visão de uma África do Sul libertada."


Ano de Publicação: 2017.


Género: Literatura, Biografia.


Editora: Marcador.


A Cor da Liberdade - Os Anos de Presidência de Nelson Mandela e Mandla Langa | Livros

Opinião:

Uma leitura importante, interessante e sobretudo revolucionária. Acredito que os ideais de Mandiba (Nelson Mandela) nos trespassam entre as suas declarações bem como a sua fonte de energia e garra na luta pela (nossa) liberdade da África do Sul (e do resto do mundo).


"Os bons líderes têm perfeita noção de que a eliminação das tensões na sociedade, seja qual for a sua natureza, coloca os pensadores criativos no centro das atenções, ao criar um ambiente ideal para que homens e mulheres de visão influenciem a sociedade. Os extremistas, por outro lado, alimentam-se da tensão e da desconfiança mútua."


Nelson Mandela foi uma pessoa sábia, que procurou obter paz e a libertação mas também foi a pessoa que terminou com "o tempo do apartheid", ou por outras palavras: a segregação racial. Para além disso, ganhou o Prémio Nobel da Paz em 1993 e foi  Presidente democraticamente eleito da África do Sul em 1994 (até 1999).


"Ele tinha esta crença genuína...de que os seres humanos são essencialmente «seres que fazem o bem»."


Não é uma leitura que se faz num dia ou que tão pouco se lê numa assentada só. Apesar de ter lido estimadamente numa semana. Precisei de dividir muito bem o meu tempo em blocos e aproveitar para fazer pequenos intervalos durante a leitura. Só assim o consegui terminar relativamente rápido para o tipo de atenção que exige.


"Trinta e cinco anos depois, a Lei, outrora um instrumento cruel de exclusão e opressão, encontrava-se finalmente transformada para servir todas as pessoas."


Espero que esta partilha ajude a quem tiver de olho neste livro a por fim, o pegar.


Classificação: 4 estrelas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

The Rain | Netflix

 Sinopse:


"Um vírus letal, disseminado pela chuva, obriga os irmãos Simone e Rasmus a procurar refúgio num búnquer subterrâneo e a separar-se do pai cientista."


Ano de Publicação: 2018-2020.


Temporadas: 3.


Género: Série de ficção de televisão dinamarquesa.


Fotografia da minha autoria - pexels

Opinião:

Uma série dinamarquesa completa com apenas 3 temporadas que se vê num abrir e fechar de olhos. O enredo é bem desenvolvido, bem trabalhado e não há partes mais paradas ou mais aborrecidas como por vezes, tende a acontecer. 

O que me fez acompanhar esta série foi sobretudo pelo tema que abordava: um vírus letal através da chuva. Na pandemia mundial em que vivemos achei interessante acompanhar uma outra realidade um tanto semelhante. E tenho a dizer que não me desiludi em momento algum. 

Os protagonistas a meu ver, desempenham papéis fantásticos. Apesar de nem sempre concordarem uns com os outros sabem que a união faz a força e que na crise mundial em que eles se encontram é uma sorte estarem vivos e com amigos por perto.

Se andam à procura de uma boa série então esta é uma boa aposta. Depois digam-me o que acharam!

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

O juramento da duquesa de Manuel Pinheiro Chagas | Livros

 Sinopse:


"Os anos que se seguiram à restauração da independência de Portugal foram férteis em conjurações e traições, a que poucos podiam escapar ilesos. Neste romance histórico, Manuel Pinheiro Chagas retoma a trama iniciada na «Máscara Vermelha» e romanceia os eventos que se lhe seguiram. Destaca-se, nomeadamente a prisão e julgamento de Francisco de Lucena, o Secretário de Estado que promoveu a morte do Marquês de Vila Real e do duque de caminha."


Ano de Publicação: 1873.


Género: Romance histórico.


Editora: Amigos do livro.


O juramento da duquesa de Manuel Pinheiro Chagas | Livros

Opinião:

O juramento da duquesa é um livro que me veio parar às mãos por mero acaso. Uma senhora no Instagram queria se desfazer de alguns livros acumulados com o tempo a fim de ter mais espaço nas suas estantes, eu interessei-me por este e voi lá.

Tenho-o numa edição requintada em capa dura e claramente de livros de coleção. Com este, veio mais dois livros da mesma coleção embora espaçados nas histórias que revelam. Brevemente, podem contar também com a minha opinião respetivamente a cada um por aqui no blog.

Este livro tem uma escrita belíssima e fico contente por ser mais um livro magnífico de um autor português. Manuel Pinheiro Chagas conduz-nos até ao período de 1640, nos tempos do reinado de D. João IV. Pega-nos na mão e leva-nos até aos tempos das traições e da sede de vingança. 

É referido ainda nesta obra as grandes obras de William Shakespeare e durante as páginas somos levados a ler os sermões do Padre António Vieira.

Ama a teu inimigo, porque ele em te querer mal, parece-se com o demónio, e tu em lhe quereres bem, pareces-te com Deus.

Classificação: 4 estrelas.

Como Comemos - Porque as nossas escolhas alimentares fazem a diferença de Peter Singer e Jim Mason | Livros

 Sinopse:


"Conveniência, preço e embalagem tornaram-se as forças motrizes da dieta alimentar. Mas qual é o verdadeiro custo das nossas escolhas alimentares diárias? 

Para responder a esta questão oportuna é importante, os autores Peter Singer, o mais perspicaz eticista, e Jim Mason, um escritor ambientalmente consciente, empreendem uma odisseia dos tempos modernos simultaneamente chocante e reveladora. Começando a sua aventura à mesa de jantar de três famílias típicas, com gostos e hábitos de compras distintos, propõem-se determinar as origens dos alimentos que consumimos."


Ano de Publicação: 2008.


Género: Saúde e bem estar.


Editora: Dom Quixote.


Como Comemos - Porque as nossas escolhas alimentares fazem a diferença de Peter Singer e Jim Mason | Livros

Opinião:

É o meu primeiro contacto com os autores: Peter Singer e Jim Mason, através deste livro que incide sobre o processo por detrás das escolhas dos alimentos pelos quais optamos ingerir. Processo que vai desde a produção até ao momento em que chega até nós, nas prateleiras de supermecado.

Este livro fala ainda sobre a exploração animal que cada vez é uma indústria mais explorada; sobre a dita dieta americana padrão; sobre as pessoas vegan, freeganlocavores ou omnívoros criteriosos; acerca ainda de informações onde podemos encontrar alimentos éticos bem como as leis do comércio justo, os direitos dos trabalhadores e as questões éticas em torno do consumo de carne.

Este livro é sobretudo completo nas questões que se debatem e nas informações que proporciona. Por isso, acho que é uma leitura que nos dá uma visão completa na medida de todos os temas que aqui se explora e desenvolve.

Classificação: 4 estrelas.

domingo, 9 de agosto de 2020

A Sociedade dos Poetas Mortos | Cinema Com Pipocas

 Sinopse:


"Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo os seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a «A Sociedade dos Poetas Mortos»."


Ano de Publicação: 1990.


Género: Comédia Dramática.


IMDB: 8.1.

A Sociedade dos Poetas Mortos - Pexels
Opinião:

É um filme daqueles que se coloca na lista: "Para voltar a repetir". Este ano já o vi duas vezes e mais duas vezes veria. 

Apesar de se tratar de um filme antigo, só o descobri no "tempo do confinamento" e por isso, se tornou tão especial. Uma vez que o "tempo de confinamento" foi para mim redefinido como "tempo para me redescobrir".

Este filme aborda não só o poder da literatura como o poder do livre arbítrio. Temas tão importantes mas, que por vezes são esquecidos. Principalmente a literatura. Sempre que vejo este filme, dá-me uma vontade gigante de pegar em vários livros da estante e os devorar. Este filme traz-nos aquela pausa boa que nos recarrega as energias.

Não sei falar muito deste filme talvez, por se ter tornado num favorito. Mas, para tirarem as dúvidas, dêem-lhe uma hipótese neste domingo em que o tempo pede uma tarde de filmes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Dois Corpos Tombando na Água e Ás Dez A Porta Fecha de Alice Vieira | Livros

 Sinopse da Prosa:


"Ás Dez A Porta Fecha é um peculiar romance juvenil, pois quase não encontramos personagens jovens. O livro trata da vida de velhos num lar de pessoas idosas. Conta-nos as histórias dos sonhos, desgostos, e dores de homens e mulheres velhos que travam uma luta interior contra a rotina e o esquecimento das suas famílias."


Sinopse da Poesia:

Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho em 2007.


Ano de Publicação da Prosa: 1998.


Ano de Publicação da Poesia: 2007.


Editora: Editorial Caminho.

Dois Corpos Tombando na Água e Ás Dez A Porta Fecha de Alice Vieira, livros

Opinião:


Comprei este livro (uma espécie de dois livros num, visto que, nesta edição contém, uma parte de poesia:"Dois Corpos Tombando na Água" e uma outra parte de prosa:"Ás Dez A Porta Fecha") na Feira do Livro do ano passado. Senti que agora era o momento certo para me dedicar a estas histórias e a estas vidas. Não só por se tratar de leituras leves, como também, por sentir uma grande vontade em ler cada vez mais autores portugueses!

e para lá da rua continuei um cão

perdido sem coleira murmuro ele repente

a memória trazendo-me sem querer o nome

daquele romance do Cesbron que estava tão na moda

nesse tempo em que pensávamos que a literatura

ia salvar o mundo.


E ainda bem que peguei nesta edição. Consegui intercalar os dois tipos de escrita com alguma facilidade e não demorei muito a terminar esta leitura. Confesso que gostei mais da prosa comparativamente à poesia. A parte poética lêsse muito bem e a parte da prosa prende-nos de uma forma que só conseguimos parar para pensar no que estamos a ler.


Voltámos atrás no tempo, até à casa da chaminé, e lá estão personagens tão bonitas como a "Branquinha" ou o "Gimbras". Voltei a ouvir expressões esquecidas no tempo como:"Zacatraz, Zacatraz, Zacatraz, trás, trás, trás." ou, aprender outras como "Palavra fora da boca é pedra fora da mão."


São palavras de uma história muito bonita, do início ao fim. Foi uma leitura deliciosa e com alguns risos pelo meio das palavras. Que boa viagem no tempo e no espaço com excelente companhia para estes dias de verão. 


E, mais não digo. Mergulhem de cabeça nestas duas obras de Alice Vieira e partilhem a vossa opinião.


Classificação: 3,5 estrelas.

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